Segunda-feira, Agosto 15, 2005


Comprar uma casa, longe dos sons das pessoas. Imaginar-lhe um cheiro; em seu redor, pintar-lhe árvores e frutos; encher de verde as árvores, de vermelho, os frutos. Encontrar a casa despedaçada: dar-lhe vida. Pintá-la com uma cor suave, para não destoar. Deixar uma das paredes aberta ao real, sem vidros, sem nada. No telhado, construir um pequeno poiso, onde possam descansar pássaros, e onde a sua música possa permanecer. Permanecer. Respirar dentro da casa. Sair e comer um fruto, ver o quadro verde da vida e – vontade suprema! – ser feliz.

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